

Uma mancha de sangue no banco do motorista de um Ford Ka ajudou a polícia a interceptar, na tarde de domingo, um "pedido" de armas feito por assaltantes de Artur Alvim, na Zona Leste, ao Comando Vermelhos (CV). Foram apreendidas duas metralhadoras e três granadas.
Segundo a polícia, as armas seriam usadas no assalto a uma empresa grande em Araraquara. Os policiais disseram que um resgate de presos, no 58.º Distrito Policial, na Vila Formosa, também fazia parte dos planos da quadrilha. Os PMs patrulhavam a Rua Padre Estevão de Oliveira, na Cohab Padre Manoel da Nóbrega, quando desconfiaram de dois rapazes num Ka. Deram sinal para que parassem.
Desceram do carro Joel Carlos da Silva, de 27 anos, e Rogério Aparecido Santos Correia, de 20 anos. Eles não apresentaram os documentos do carro e não sabiam explicar quem era o dono dele. Os PMs ficaram ainda mais desconfiados quando quando viram a mancha de sangue no encosto de cabeça do banco. Levantaram as fichas e descobriram que os dois rapazes tinham passagem pela polícia.
Eles foram levados para o 65.º DP, em Artur Alvim. Na delegacia, o telefone de Correia tocou. Um sargento atendeu e fingiu ser o criminoso. Uma mulher, que mais tarde foi identificada como Maria de Lourdes Medeiros da Silva Souza, de 37 anos, disse: "Já estou com a vassoura (metralhadora) que foi encomendada". Ela afirmou que precisava "acertar uns detalhes do roubo de Araraquara". O policial perguntou onde deveria pegar a arma.
A mulher marcou o encontro numa praça da Vila Matilde. O sargento e outro policial foram à paisana. De lá seguiram para a casa dela, na Rua Nelson Pannaim.
Ela trouxe uma bolsa azul. Dentro estava a metralhadora nacional,
modelo Uru 9mm. Eles entraram na casa e encontram mais armas: uma
metralhadora Ingran (americana), três granadas e munição.
Na delegacia, o Ka foi revistado. No porta-malas foram encontrados
crack, cocaína e maconha.